Seção de Downloads no Aliterasom

Publicado: 31 31UTC julho 31UTC 2010 por Daniel Junior em Downloads
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A partir de 6 agosto temos uma nova categoria aqui no Aliterasom. Teremos nossa seção de downloads. Eu tenho um bom acervo original de cds que posso compartilhar com os leitores ou ‘leechers‘ aqui do Aliterasom. Como os links aqui expostos (Avenged Sevenfold e Angra) fizeram MUITO sucesso, nós continuaremos a prática. Até permitirem…

Aqui no Aliterasom escrevi um texto chamado “Hendrix e o Senso Comum” – que você pode ler aqui – que é um dos textos mais lidos daqui e um dos mais incompreendidos. De fato, mexer com um ícone é mexer em um ninho de vespas. O grande problema é que no Brasil, a maioria das pessoas são incapazes de respeitar a opinião de qualquer cidadão. Eu não disse em momento nenhum do texto que Hendrix não era um excelente músico, nem que os meus ‘gostos pessoais’ eram sim, os merecedores de uma glória dada ao músico. O que eu disse foi que existe um senso comum em apontar Hendrix como o maior de todos os tempos, quando, tecnicamente, surgiram DEZENAS de guitarristas melhores que ele. O grande pulo do gato do excelente guitarrista foi ser inovador (para época) em um momento da história da música em que a formalidade era uma das maiores características da música negra. Que ele foi um fora de série, bobagem discutir. Se perguntarmos a um amante de música, rock, blues, jazz e etc, pode ser leigo ou mesmo um estudante de música, de hoje, dificilmente ele apontará Hendrix como um dos grandes, porque o olhar (e o ouvido) do fã de rock hoje é diferente de 20,30,40 anos atrás. Quem aponta Hendrix como Deus tem mais de 50, 60 anos.

Dito isso, eu quero explicar o título. Grohl quando surgiu, escondido atrás dos tons da bateria do Nirvana, não dava nenhuma pinta que se tornaria primeiro: o guitarrista primoroso que é; segundo: vocalista de uma das bandas mais populares do mundo; terceiro: um excelente compositor. E, se o Nirvana tivesse prosseguido, talvez nunca teria a oportunidade de mostrar todo o seu talento. Grohl também é arroz de festa. Sabe-se que o artista alimenta dezenas de projetos e circulando pelos estilos mais diferentes possíveis. Sem pudores musicais, em um dos últimos discos do Foo Fighters, tinha até Norah Jones. Lançou o excelente There Is Nothing Left to Lose, caiu nas graças do mundo e acabou sendo um dos ícones da música rock americana. E talvez um dos últimos. Grohl já tocou com o Queens of Stone Age, tem projeto com o lendário organista e baixista John Paul Jones (Led Zepellin) chamado Them Crooked Vultures e já até se intrometeu com o black metal, com o Probot, que tinha ninguém menos que Cronos (Venom) e Lemmy (Motorhead). Não é o fato de ser tão versátil que o faz melhor que Cobain. Tecnicamente Grohl é MUITO melhor que Cobain. Sabemos que o Nirvana veio separar a história do rock americano em antes de Nirvana e depois de Nirvana, mas, falando em valores musicais individuais Grohl, ao menos para mim, dá show. Dono de uma vigorosa voz e de uma guitarra base forte e segura, Dave Grohl deu um tempo com o Foo Fighters. E a banda realmente merecia dar uma relaxada. Echoes, Silence, Patience and Grace já não apresenta a mesma pegada dos três primeiros discos e um respirada realmente é super bem vinda.

Veja abaixo, um dos grandes momentos da carreira deste excelente músico, para mim, um dos últimos grande heróis americanos.

Os Frutos da Morte

Publicado: 30 30UTC julho 30UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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A quantidade de tributos que Ronnie James Dio recebeu após sua morte – com certeza – ultrapassa qualquer quantidade de homenagens que ele recebeu em vida. O músico inglês – vítima de um tumor maligno no estômago – já deve ter engordado a conta de seus beneficiários com tantas intenções de gratidão que artistas de vários lugares no mundo prepararam.

Alguém pode dizer: mas isso é absolutamente comum! Sim. Quando se trata de um artista pop, de fama mundial. Dio era conhecido no meio do metal e só. No entanto, o meio ‘metaleiro’ resolveu só depois de sua despedida, render tributos a um dos ícones maiores do seu estilo. Dono de uma potente voz – talvez o mais emblemático vocalista do Black Sabbath, ultrapassando até o maluco beleza Ozzy Osbourne – Dio tornou-se a melhor pessoa do mundo do heavy metal logo após a sua desencarnação.

Mundo hipócrita. Mundo cão.

Não há dúvidas que RJD era um cavalheiro e referência para todos os quarentões que amam heavy metal. O artista fez clássicos junto com o Rainbow e junto com o Sabbath, mas assim como o próprio heavy metal, já estava na fase de também auto-homenagear sua carreira. A prova maior disso é que saía em turnê com Black Sabbath (com Vinnie Appice na batera) comemorando os 30 anos do Heaven and Hell, disco clássico de sua fase mor no Sabbath.

Em todos os sites especializados, quase todos os dias, tem anúncio de gravação de disco tributo, de show tributo, de homenagem daqui e dali. A morte é a ocupação que substitui a criatividade. Não pensem que do lado de cá da ‘caneta’ está um frio amante de rock, mas alguém que constata, que a cada dia, tudo se tornou um álibi para ausência de criatividade.

Depois não culpem o movimento emo por catequizar a molecada.

Avenged Sevenfold – Nightmare Download (320 kbps)

Publicado: 29 29UTC julho 29UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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Conforme prometido, upei no Megaupload (melhor servidor) o disco Nightmare do Avenged Sevenfold. Ainda não escutei, portanto, ainda não posso opinar. O pouquinho que curti agradou muito.

Para baixar clique aqui. (tiraram meu link do ar, mas o Aliterasom deu um jeitinho, link re-upado)

Avenged Sevenfold – No Game Música Nova

Publicado: 29 29UTC julho 29UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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Olha, eu conheço pouco ou quase nada do AS, mas a música inédita dele tem qualidade!

Por isso abaixo você ouve a música inédita do AS e PROMETO que depois de baixar, faço um review caprichadinho de Nightmare, o disco novo da banda.

A música abaixo chama-se Welcome To The Family

Se der, eu upo o cd e coloco aqui para download… Vamos ver!!!

U2 no Brasil em 2011

Publicado: 27 27UTC julho 27UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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Deu no site PopLoad:

“Sempre que vou falar do U2, me lembro especificamente de duas coisas: (1) do dia em que entrevistei o Bono pela última vez, por telefone, e ele mandou um “Hellooooo Luuuucioooo!!” todo animadão e (2) de quando eu estava em Roma a poucas quadras do Stadio Olimpico, com ingresso na mão para assistir a Vertigo Tour, mas preferi parar numa esquina para assistir uma apresentação do… Peppino di Capri. Mas o assunto aqui é outro. Se eu não fui até o U2, o U2 pelo jeito vem até aqui.

Depois de muito burburinho, parece, os irlandeses mais ricos da música estão com passaporte carimbado para essas bandas no começo do ano que vem. Ventos latinos informam que o grupo fez um acordo com a Time 4 Fun – através da Live Nation – para uma série de apresentações na América do Sul (Brasil, Argentina e Chile, especificamente) entre o final de março e começo de abril de 2011.

Pelo que se configurava, a intenção inicial do U2 era aparecer por aqui no final deste ano, mas devido ao problema de saúde do Bono, que necessitou passar por processo cirúrgico, vários shows programados para junho e julho nos Estados Unidos tiveram que ser remarcados. No meio destas datas canceladas sobrou até para a aguardada apresentação no Glastnbury , que deve rolar ano que vem.

As fontes latinas garantem que o U2 deve trazer seu palco colossal para mais de cinco apresentações e os ingressos para os shows de Chile e Argentina já poderiam ser colocados à venda em setembro.”

Nova música do Evanescence – Your Love

Publicado: 24 24UTC julho 24UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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A banda que desencadeou uma série de modinhas aqui no Brasil – e eu responsabilizo até como uma das geradoras da música emo, (parece uma incoerência mas acho a banda muito bacana) o Evanescence parece estar saindo da toca para mostrar ao mundo o seu novo trabalho. Ainda sem título, o sucessor de The Open Door (2006) foi produzido pelo quinto U2, Steve Lillywhite, com previsão de lançamento ainda em 2010. Mesmo assim, você pode ver e ouvir um pequeno trecho de uma música nova intitulada “Your Love” e que deve estar no próximo cd da banda. Será que vai emplacar quando voltar?

Você já ouviu falar do Aclla?

Publicado: 23 23UTC julho 23UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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Bem até esta tarde eu também não, caso você tenha respondido negativamente. Vi um banner onde aparecia o nome de Eloy Casagrande – músico virtuose e precoce e que recentemente estava tocando na banda de André Mattos. Cliquei e entrei no myspace da banda, que é formada desde de 2007. Para quem gosta de peso, é uma boa pedida. A banda está prestes a lançar Landscape Revolution e espero que tenha a divulgação devida, porque um dos grandes problemas do rock no Brasil, especialmente o Heavy Metal, além de tantos problemas que já conhecemos é a ausência de ‘propaganda’ do produto nacional. O Aliterasom dá aquela forcinha – e outros guerreiros também – para o Aclla e deseja sucesso e vida longa!

Para baixar os singles clique aqui*.

Aqui abaixo um vídeo promo sobre o que vem por aí…

* O próprio myspace da banda disponibiliza estas canções para download. Portanto aos puristas de plantão, sosseguem o facho…

Tarja Turunen e What Lies Beneath

Publicado: 22 22UTC julho 22UTC 2010 por Daniel Junior em Música, Notas e Pausas
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Decidamente o ano de 2010 é um ano de rendeção para quem gosta de rock. Ouvindo a prévia do novo disco What Lies Beneath de Tarja Turunen (ex-Nightwish), dá realmente para ficar empolgado. Tarja (leia-se “taria) é realmente impressionante. Canta muito bem e digo que o Nightwish deve estar sentindo MUITO sua falta. Ao ler, que Tarja conta com a participação do mestre Joe Satriani em uma das suas faixas : Falling Awake, fiquei muito feliz. É um casamento que pode dar certo.

Veja abaixo o clip oficial de divulgação da faixa:

Alter Bridge – Blackbird

Publicado: 21 21UTC julho 21UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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É difícil rotular o Alter Bridge. Que é a cara do Creed, quem ouve de cara, não tem dúvidas. Além disso, tem um peso e uma melodia muito peculiar das bandas dos anos 90 (embora a banda seja de 2004). Ouvindo Blackbird (2007), segundo disco da banda QUE NÃO É o Creed, não dá para perceber a força da mixagem, do peso das guitarras e da sensibilidade e acuidade no cuidado em como a banda soa.

Impressionante que quando gringo vai gravar rock, o som da batera não fica parecendo uma panela de angú cheia de água para ser lavada na pia. Os bumbos e os tons tem uma sintonia fina com o som encorpado de baixo; as guitarras estão “do outro lado” em camadas e timbres distintos, em volumes muito interessantes de serem percebidos. O AB também faz algo muito interessante e é uma característica do hard mais contemporâneo: guitarras dedilhadas com palhetadas agressivas, que dão mais 100 toneladas de peso na proposta sonora.

A canção Brand New Start lembra uma espécie de Whitesnake, se tivesse sobrevivido. Algumas bandas ficam passadas e – desculpem o clichê – precisam re-inventar seu som. O Whitesnake pode até interessar “um ou outro” que querem ver de perto as plásticas do Coverdale, mas hoje em dia, não atrai público. Uma pena. Não há dúvida da importância da banda inglesa, que não é só uma balada, a saber, Is This Love.

Mas deixando o vovô garoto de lado…

Gosto da personalidade do AB. É uma música bastante intensa, embora eu sinta um ‘cadinho’ de melodias mais trabalhadas. Embora eu ache que esta seja uma marca quase indelével da geração mais recente: há uma preocupação em criar climas intensos, graves, fortes, marcantes, deixando de lado a clave de Sol. Uma vez ou outra, aquela leveza melódica invade o ouvido da gente, mas é cada dia mais raro ver a fusão feliz entre excelentes melodias e ótimo peso. Mesmo assim, eu sugiro a audição de BlackBird.

Formação atual:

Myles Kennedy

Mark Tremonti

Scott Phillips

Brian Marshall

Curta uma faixa deste disco abaixo:

Before Tomorrow Comes – Se puder assista em 720p

Coisa de gênio – The Typerwriter by Leroy Anderson

Publicado: 20 20UTC julho 20UTC 2010 por Daniel Junior em Anything
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O vídeo abaixo é genial, com o eterno Jerry Lewis (se você acha que o Jim Carrey foi o primeiro a fazer caretas…)

Aqui abaixo, a mesma canção, desta vez executada por uma orquestra:

Dica do meu amigo Heber Araujo

Você acredita na volta do vinil? Eu não.

Publicado: 17 17UTC julho 17UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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Antes que algum nostálgico se sinta enfurecido com a minha opinião, deixa eu explicar os meus motivos.

Primeiro, não há como negar, que de uma hora para outra (começou bem devagarzinho), o mercado fonográfico resolvou criar uma estratégia para aquecer o mercado completamente derrotado pelo compartilhamento de música grátis, pela pirataria e pela sua burra forma de entender o mercantilismo. O cenário nacional era o seguinte: você ia até uma loja de departamentos ou mesmo acessava o site desta loja e encontrava os mais variados cds, nacionais e importados, custando em torno de 35,00 reais a 45,00 e com o nada convidativo preço de 24,90 e 19,90 quando estavam em promoção. Com relação aos importados, estou sendo generoso. Era possível encontrar cds gringos ao preço de 160 reais, sem dar qualquer chance de compra aos consumidores que ganham entre 1 e 3 salários mínimos. Somente colecionadores e loucos poderiam pagar mais de 100 ou 200 reais em um produto musical.

Veio o Mp3. A primeira reação desta indústria egoísta e mega ambiciosa foi descaracterizar a qualidade do arquivo comprimido. De fato, o arquivo original não pode ser comparado ao mp3. Essa diferença ou perda de qualidade, é pouco percebida pelo consumidor de música. Vamos a um exemplo trivial e bastante comum. Quando qualquer pessoa escuta uma música no rádio a qualidade que está ali não é a mesma que se encontra no cd. Ás vezes, até a mixagem é diferente. É o que eles chamam de radio edit. A música é encurtada ou tem um tratamento nos graves e agudos diferentes da versão final. Eu aposto os dedos da minha mão que muita gente sequer consegue diferenciar uma música editada de rádio da música que se encontra no cd que ele tem em casa. Há muito sentimento envolvido na audição de uma canção. Voltando ao argumento industrial, não funcionou, não pegou e ninguém se sentiu convencido.

Resultado: uma infinidade de possibilidades de fazer downloads das músicas. E os espertos da tecnologia não se contentaram apenas em disponibilizar os mp3 singles. Discos inteiros passaram a habitar a nuvem de HDs ao redor do mundo e todos passaram a ter a possibilidade de baixar cds, de qualquer artista em qualquer lugar do planeta. Estamos falando de música, mas sabemos que esta história de download tomou conta da indústria cinematográfica e afetou também (e principalmente) os canais de tv com suas atrações e séries. Muito bem. Além da história de você poder ter a discografia do seu artista preferido, se descobriu, até de forma simples, que poderíamos manipular o formato mp3 e torná-lo de maior qualidade. Sem contar os outros tipos de arquivos de áudio que se tornaram bastante populares como o wav. Agora, vamos a santa ironia desta história toda. Por conta da explosão do mp3, a indústria do som, começou a fabricar de forma cavalar, gadgets que tocassem mp3. Os player portáteis. O mais famoso você conhece, o Ipod, tornou-se uma referência cultural e principal inspirador do celular mais desejado de todos os tempos, o Iphone. E lógico, que não só de Apple vive o homem, principalmente o homem pobre. Além de outras marcas que foram surgindo no mercado, os famosos xing-lingues chineses invadiram os standes dos ambulantes, para logo em seguida, pasmem, estarem nas lojas de conveniência, como Casa & Vídeo, Lojas Americanas, Ponto Frio e etc.

Para consolidar o mp3 como principal fonte de diversão musical do homem contemporâneo, os fabricantes de celulares passaram a embutir em seus aparelhos player de mp3, além de outros formatos. Sem contar os players de cd, dvd, blue ray e etc. Pronto, até a dona de casa de 50 anos, já leva consigo no trajeto da escola dos filhos, seu player de mp3, com suas músicas preferidas.

Depois de uma revolução social, mudando um pouco da história do planeta, de como o homem passou a consumir música, começam a surgir, aqui e ali, bandas retomando discos do início de carreira em long plays. E é lógico que essa história foi bolada pelas gravadoras. Porque não faz QUALQUER sentido, que este mesmo artista, que já nem site oficial tem (a maioria usa o myspace para interagir com os fãs e com a imprensa) e que lança seus singles para download via internet, passe a acreditar no retorno de um bolachão de quase 30 cm, difícil de levar para um lado e para outro e que ainda possui um preço absurdo levando em consideração a total ausência de praticidade.

Kiss, Green Day, Iron Maiden, The Beatles, Pitty, Legião Urbana. Estes artistas e muitos outros passaram a investir no re-lançamento de seus materiais em vinil. Até quando? Bem, em primeiro lugar, a soberania do artista sobre sua obra deve ser SEMPRE respeitada. Se o autor de uma obra acha que ela deve ser lançada em supermercados em formato de papel higiênico, isso é uma decisão que cabe ao artista, autor intelectual daquela expressão. Mas também não posso deixar de dizer, que é mais uma medida, tomada em conjunto com os ‘patrões’ e que demonstram total desespero para reverter um jogo que já está perdido há pelo menos 5 anos. Vivemos uma tecnologia em que falamos de forma absolutamente natural de tv em 3D (já existe um trabalho em desenvolvimento que fala de tv 4D), os players de blue-ray tornar-se-ão cada dia mais acessíveis à população (é possível comprar um aparelho de blue-ray ao preço de 500 reais) e as tvs de lcd, plasma e led já são realidade na vida de milhares de pessoas. Cabe no bolso da indústria, em um mundo cada dia mais minúsculo, passar a fabricar toca-discos? De que seriam feitos estas aparelhos? Teríamos que correr às assistências técnicas para trocarmos e comprarmos novas agulhas?

IMPOSSÍVEL!

É charmoso, esteticamente superior a qualquer formato surgido nos últimos 20 anos, mas é espacialmente inviável. O consumidor de música atual quer ouvir música all the time, anyplace. E é ridículo porque não dizer vexatório, abrirmos mão da praticidade por conta da beleza estética e visual de um produto – que embora seja relevante – não pode ser superior a importância do conteúdo musical. Quando a indústria exalta a beleza dos seus projetos de relançamento em vinil, incluindo novas fotografias, entrevistas e etc, está dizendo, de forma absurda, que o que vai do lado de fora tem mais atrativos do que o que vai por dentro, porque, o que vai dentro, está em cada esquina virtual, ao seu dispor e de graça! Tais atrativos não serão suficientes para banir de vez o traço de pirataria que mancha os pilares do livre comércio. Gostaria que fossem divulgados os números destas vendas, se são realmente compensadores. Porque o papo de querer compensar o fã para conhecer um formato obsoleto de venda, é mais um entre tantas desculpas que a indústria fonográfica deu em épocas em que os discos eram caríssimos para realidade brasileira.

Os fetichistas e ortodoxos fãs do bolachão dão como uma de suas desculpas para o consumo do ‘preto com um buraco no meio’ o som mais encorpado. Bem, o fator som, dependerá de uma série de fatores externos. Óbvio que a produção dos discos eram de um outro conceito de som, uma outra forma de apresentar a música. Por outro lado, as caixas de som da época em que tínhamos os famosos três-em-um, privilegiavam os graves, o que nos dava uma falsa impressão de que o disco é muito mais grave do que um cd. Existem diferentes tipos de conceito de gravação para cada trabalho. O som purificado do compact disc pode apresentar ao ouvinte mais atento, possibilidades distintas de percepção, durante todo o período de escuta daquele cd. Discussões como aquelas que debatem o sexo dos anjos.

Não consigo imaginar hoje em dia irmos ao Shopping, entre Ipods, DVDs e Blue Discs, uma estante dedicada aos LPs, com seus sacos plásticos impecáveis e custando o ‘box’ na faixa de 200 a 400 reais.

É por essas e tantas outras coisas que eu não acredito na volta do vinil. Isso não quer dizer que eu seja contra. Só acho que ela não é sincera. Porque ela não vem acompanhada de um estado de espírito da sociedade, pronta, para retomar um hábito que a atual geração não conheceu. A molecada não revive nada com o vinil, porque reviver é justamente viver novamente o que já foi. E não consigo achar que o Juquinha (sempre ele) trocará seu cellphone, com máquina fotográfica 3.2 megapixels, com 1 gb de memória de música, para levar o Lp do Mc Catra na casa do amiguinho…

Quer ser parceiro do Aliterasom ?

Publicado: 15 15UTC julho 15UTC 2010 por Daniel Junior em Anything
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O Aliterasom está depois de um ano e meio, crescendo e formando um séquito e seleto número de leitores. Gostaríamos de criar parcerias com você, principalmente blogueiro WORDPRESS e com outros blogs que falem de música. Por isso queremos destacar o nosso e-mail de contato:

aliterasom@gmail.com

Vamos crescer juntos!!!

Kid Abelha de Volta – Notícia do UOL

Publicado: 14 14UTC julho 14UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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Kid Abelha de volta depois de três anos de hiato

O grupo de pop rock Kid Abelha parece que voltará a bater asas ainda em 2010. A banda que estacionou suas atividades em 2007, retorna de maneira triunfal, fora do Brasil. Em um show em Tóquio, dia 04 de setembro, comemorando o Brazilian Day asiático. Kid Abelha é uma das poucas bandas de pop rock de muita qualidade nas composições e que possue uma discografia regular. Neste hiato, com raras exceções, seus membros se envolveram em projetos paralelos (George Israel foi a exceção com Os Britos, banda de cover dos Beatles) e tomaram o tempo para realmente descansarem. O vida boa de músico consagrado! A banda, já parte para quase 30 anos de carreira e pode se dar ao luxo, em ‘cometer’ hiatos de três anos para fazerem o que quiserem, inclusive, nada!

Um dia eu chego lá!!!

Fonte: Uol

Obrigado!

Publicado: 14 14UTC julho 14UTC 2010 por Daniel Junior em Anything
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Obrigado pelas inúmeras visitas ao Aliterasom no dia Mundial do Rock!!!

Se vocês virem algo interessante ou NADA interessante, comentem!!!

Viva o Rock and Roll!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

crédito da foto: site Tio Gugou

No Dia Mundial do Rock – Meu Top 5

Publicado: 13 13UTC julho 13UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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O Aliterasom não poderia ficar de fora do dia Mundial do Rock!!! Por isso, minha singelíssima homenagem ao estilo maldito mais querido do planeta!!!

Elegi meu top 5 e olha, não foi fácil!!!

Vou começar em ordem decrescente:

5 – There Is A Light That Never Goes Out (The Smiths)

Quem com mais de 30 não viajou nesta canção, com a voz hipnótica de Morrissey. Balada rock do bom!

4 – November Rain (Guns N Roses)

Talvez a última grande banda de rock n roll, quebrando tudo numa das canções pops mais lindas do século passado. Será que um dia eles voltam?

3 – Detroit Rock City (Kiss)

Minha banda de coração. Vale pelo sentimento, nem tanto pela influência na história do rock.  Tem seu lugar.

2 – Master of Puppets (Metallica)

Para estourar os tímpanos… Riffs maravilhosos, grito de guerra. Metallica na veia!

1 – It Won´t Belong (The Beatles)

Eles quebraram tudo primeiro. Misturam tudo e mais um pouco e como diz um amigo meu: a melhor boy band do mundo!!!

Lógico que vários dinossauros poderiam estar nesta lista: Iron Maiden, Deep Purple, Black Sabbath, Led Zeppelin, Cream, The Who, Aerosmith, Rainbow e etc…

Feliz dia do Rock

Sinais de Fumaça do Aliterasom

Publicado: 11 11UTC julho 11UTC 2010 por Daniel Junior em Geral
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e-mail: aliterasom@gmail.com

twitter: @danielcostajr

Bono Vox sempre faz isso em suas apresentações com o U2. Quase sempre na canção With or Without You, ele chama alguma fã do público para cantar com ele ou desmaiar (hehe). Imagina, você está em frente ao seu ídolo e ainda pode dar uma ‘palhinha’. No mínimo, inesquecível. Bem, desta vez, um tal de Daniel (homônimo do autor deste blog) conseguiu a proeza de cantar o clássico Daughter com o Pearl Jam na Espanha!!!

Confira:

Arising Thunder – Single do Angra (download)

Publicado: 10 10UTC julho 10UTC 2010 por Daniel Junior em Música
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Baixe aqui.

(baseando na audição do single o Angra volta a estaca zero da sua proposta power. Detalhes maiores quando o disco sair)

O sexto Barão – 1935/2010

Publicado: 10 10UTC julho 10UTC 2010 por Daniel Junior em 1
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Mesmo mediante sua despedida, triste e chorosa, para todos os amantes de rock, fica difícil de dizer que Ezequiel Neves foi fundamental para o rock nacional. Teve sim, sua importância na criação da banda que despontou com uma linguagem própria, identidade singular na música brasileira como o Barão Vermelho. Figuras como as de Ezequiel Neves, saem de cena e deixam marcas indeléveis na biografia rock brasileiro, cada dia mais gringo e menos tupiniquim. O produtor também foi co-autor de clássicos como “Exagerado” e “Codinome Beija-Flor”

O Aliterasom lamenta seu óbito ocorrido no último dia 7, torcendo que menos heróis deste estilo ‘maldito’ se despeçam, pois o Brasil está carentes de homens menos caretas e muito corajosos e Zeca Jagger era isso e um muito mais.

Não posso deixar de fazer uma homenagem ao amigo de Zeca, Roberto Frejat que segurou a onda de Ezequiel Neves durante todo o período hospitalizado (desde de fevereiro). Ode ao Rock n Roll!!!