Aliterasom

5 05UTC Novembro 05UTC 2009

Preso por MP3 é absolvido seis anos depois

Arquivado em: Notas e Pausas — Daniel Junior @ 22:36
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SÃO PAULO – O fotógrafo Alvir Reichert Júnior, preso em agosto de 2003 em Curitiba por manter um site de músicas na internet que não recolhia direitos autorais, teve declarada sua absolvição.

A sentença foi dada pela juíza da 1ª Vara Criminal de Curitiba, Elizabeth Nogueira Calmon de Passos, que determinou a extinção do processo por entender que o caso já tinha passado de seu tempo, considerando assim uma “absolvição técnica”.

Motivada pela chamada Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça, que pressiona os juízes a se livrarem de processos mais antigos, a juíza reconheceu o encerramento da punibilidade de Alvir Reichert “a fim de evitarem-se novos procedimentos inócuos para o processo, em prejuízo a tantos outros em curso pela Vara”.

Participante do site MP3 Forever, Reichert se tornou a primeira pessoa presa a partir da mudança na lei de direitos autorais, nº 10.695, sancionada em 2 de julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O curitibano foi acusado de vender música pela internet sem a autorização de artistas e gravadoras, cobrando planos de assinaturas mensais para enviar CDs com as canções em MP3 às casas dos clientes. Segundo a acusadora APDIF (Associação Protetora dos Direitos Fonográficos), os planos variavam de 10 a 35 reais.

Em 25 de agosto de 2003, Reichert recebeu voz de prisão em sua casa, onde operava o site, e teve apreendidos dois computadores, um gravador de CD e uma grande quantidade de CDs. A ação envolveu APDIF, PIC (Promotoria de Investigações Criminais) e Polícia Civil do Paraná.

Por ser réu primário, depois uma semana depois da prisão, Alvir Reichert foi solto ao pagar uma fiança de 20 salários mínimos – que, inicialmente, era dez vezes maior. A partir disso, o caso se prolongou sem conclusões até a última sentença emitida em 26 de outubro.

Fonte: Info

2 02UTC Novembro 02UTC 2009

Fernanda Takai e os orfãos do rock nacional

Arquivado em: Música — Daniel Junior @ 14:03
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A carreira bem sucedida de Fernanda Takai como cantora solo, explica um pouco do cenário devastado do rock brasileiro. De voz inconfundível e não presa pelas arestas da estética roqueira, Fernanda no hiato do Pato Fu, se viu “obrigada” em fazer seu dever de casa e manter sua vida na arte, arrumando sua carreira. Essa história tem muita relação com a carreira de Roberto Frejat, com a de Sérgio Brito, com a de Paula Toller e etc…

Eles parecem admitir que “não-dá-mais”. Suas bandas não produzem discos que chamem a atenção do novo público e o que diremos do velho. Obviamente que se perguntarmos a cada um deles, dirão que não. Que estão motivados e que as bandas voltam em “20..” .

É muito saudável o surgimento de uma nova geração, de novos músicos, com novos textos e novas coisas a serem ditas. Aí é que está. Gosto de avaliar a importância de artistas de acordo com a falta que eles fazem ou fariam dentro de um contexto e, por incrível que pareça a presença das que existem é tão desprovida de “saudade”, que há pouca relevância na história dela.

Nos próximos dias, irei baixar os discos mais recentes das bandas mais populares no Brasil: Cine, NXZero, Fresno. E de forma honesta, vou dizer a quantas anda o mundo do rock pop atualmente.

31 31UTC Outubro 31UTC 2009

This Is It – review

Arquivado em: Sexta Básica — Daniel Junior @ 3:50
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michael-jackson-this-is-it-rehearsalLamento muito que a vida de Michael tenha sido cruelmente explorada mediante tanto talento. Com isso, não me personifico de juiz para dizer que ele é inocente ou culpado de suas acusações. A tentativa (caduca) de julgá-lo, deixo para os que não se cansam de fazê-lo. Prefiro re-saborear o que vi ontem à noite em uma sala de cinema no subúrbio do Rio.

Michael era soberbamente genial. Um mestre da música pop e sofisticadamente inteligente. Líder, maduro e sério. Longe da figura caricata desenhada pelos meios midiáticos. Assombrosamente afinado, contando com músicos de primeiro naipe e muito, muito perfeccionista. “This Is It” não explora com pieguismo as últimas horas do ídolo afro-americano, mas grita pro mundo, em som estéreo, que ele era maior do que todas as acusações que recebeu, ele era um gênio.

Sua música, desde os anos 70, sugeria para este ensaio uma dose cavalar de samples e pre-gravações, recurso comumente utilizando por artistas de excelência do pop como Madonna e George Michael. Jackson tinha no palco músicos impressionantes e um som de arrepiar que fez cada pessoa no cinema ficar atenta aos mesmos detalhes que Michael enfatizava.

Sua figura embora parecesse compenetrada, não demonstrava qualquer sinal de cansaço ou mesmo um vento de que ele estaria passando por sérios problemas de saúde. Magro, sempre foi. Branco, não, mas continuava. A voz, impecável, embora menos potente, mas nem eu e nem você que (não) cantamos, aos 50, não teremos as mesmas vozes. Portanto, isso é um detalhe fisiológico.

As músicas escolhidas para os 50 “cultos” em Londres são hits que emocionariam e fariam dançar as milhares de pessoas que testemunhariam o retorno do Rei do Pop. De Beat It até Thriller, dos clássicos do Jackson 5 até as grandes músicas do “Dangerous”; Michael preparou surpresas que no universo pop, jamais se viu.

É óbvio que um espírito de porco irá sob a pena do escriba, dizer que o documentário é “oportunista”. Longe disso. Justifica-se plenamente tal lançamento, já que o prejuízo com a morte de Michael ultrapassou os 100 milhões de dólares. Os detalhes da produção ficam muito nítidos para aqueles que tem curiosidade sobre o que acontece behind the scenes e a alegria e a emoção dos músicos, bailarinos, coreográfos e diretores que o acompanham passa longe da falsidade ou do  oportunismo. Pelo contrário. Efusivos, transpiram talento, recebem talento e se desdobram para que em longos minutos possam tocar na veste do Rei.

Michael deixou um legado inesgotável de doçura e pasmem, de bom comportamento no palco. Embora sensual, jamais apelou para o sexismo ou  fez dele discurso de sedução. Pelo contrário, seus temas ecologicamente panfletários leva o expectador a raros momentos de reflexão e quando, música faz pensar, faz agir.

Portanto, fica minha dica para que nas próximas duas semanas você possa encontrar convites disponíveis para assistir o que seria um dos maiores espetáculos da Terra e acabou sendo a despedida de um rei de súditos fiéis e outros nem tanto.

28 28UTC Outubro 28UTC 2009

Um pouco sobre Neal Morse

O músico americano acaba de lançar com seu projeto Transatlantic (capa abaixo), o álbum Whirlwind. Neal Morse, foi durante anos guitarrista da banda de prog Spock’s Beard e após sua conversão, dedicou-se a carreira solo e ao próprio Transatlantic, com o baterista do Dream Theater, Mike Portnoy. Morse é um músico de muita eficiência e sentimento. Isso pode ser comprovado no dvd Sola Scriptura and Beyond. Em um show de quase 4 horas (!), o músico se expressa com sua banda em show gravado na Holanda (!!) de forma bastante carismática e com uma técnica apuradíssima. Morse já não é mais um garoto, mas suas composições soam autênticas e sem referências explícitas.

O disco Sola Scriptura – que gerou o dvd – já é um “show” à parte. A quantidade de informação musical deixa quem ouve boquiaberto. Particularmente gosto de artistas que não são rasos em suas propostas. Além de composições impressionantes, as letras que discorrem sobre a Reforma Protestante, através de uma das teses desenvolvidas por Martinho Lutero e pregado (literalmente) nas portas da Igreja Católica no século XVI. Não é um tema que pode ser abordado de qualquer maneira e Morse capricha na estética sonora.

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Não é por isso que a música do multi-instrumentista é melhor do que de outras. Pura bobagem achar que música boa é a que trata de assuntos profundos e/ou sofisticados, mas diferente de outras bandas “metidas á besta” que gostam de tratar de temas elaborados e acabam sendo superficiais nas abordagens. Enfim, cada um da sua visão de acontecimentos e fatos.

Real mesmo é a qualidade de Neal Morse tanto como cantor, tecladista e guitarrista. Não sei se o artista veio alguma vez ao Brasil, mas se não, lamentável. Sua postura de palco e sua entrega ás canções emocionam e cativam. Fui um dos que ao assistir o imenso show do DVD, me senti plenamente seduzido pelo entendimento musical que o artista tem de sua obra e pelo fascínio e simplicidade com que sua devoção espiritual (no palco) se dá.

… Sem contar que é um roqueiro!

Dos melhores e poucos são, os músicos que dominam tão bem dois instrumentos dificílimos, á saber, guitarra e teclado. Juntamente com ele, Tony Macalpine, outro monstro, mais voltado para o fusion.

Se você não conhece o trabalho de Neal Morse, este quase cinquentão, que possui trabalhos de qualidade inspiradora, dê uma olhadinha por toda a internet e se impressione. Oxalá, todos os artistias que tivessem um encontro com o Cristianismo em suas vidas, fossem impulsionados a fazerem o melhor, em excelência, assim como Morse faz com suas canções.

27 27UTC Outubro 27UTC 2009

Coldplay no Brasil

Arquivado em: Notas e Pausas — Daniel Junior @ 21:40
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Segundo o G1, o Coldplay estará no Brasil em duas apresentações, dia 28 de fevereiro no RJ (na Praça da Apoteose – odeio o lugar e a localização, mas tudo bem…) e dia 02 de março em SP (no estádio do Morumbi – será que ele não fechará para reformas, visando a Copa?). As apresentações fazem parte da turnê do disco Viva La Vida.

Esse disco em específico já deve ter entrado para história da música mundial, porque só ele, sofreu três processos de plágio, um deles por um sr. chamado Joe Satriani. De fato, este “acontecimento”, chamou a atenção do mundo para o disco, que não, não teve a mesma repercussão dos anteriores. Não é um disco muito fácil… é menos pop que todo o trabalho concebido pela banda inglesa na última década. Mesmo assim, é mais relevante que muito material produzido em todo mundo.

Fica a expectativa de um grande show (eu nunca fui á um show do Coldplay) e espero estar lá para fazer uma espécie de cobertura de aniversário do Aliterasom, que em fevereiro faz um ano. Esquentando os tamborins ou melhor, que rufam os tambores.

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