Aliterasom

31 31UTC Outubro 31UTC 2009

This Is It – review

Arquivado em: Sexta Básica — Daniel Junior @ 3:50
Tags: ,

michael-jackson-this-is-it-rehearsalLamento muito que a vida de Michael tenha sido cruelmente explorada mediante tanto talento. Com isso, não me personifico de juiz para dizer que ele é inocente ou culpado de suas acusações. A tentativa (caduca) de julgá-lo, deixo para os que não se cansam de fazê-lo. Prefiro re-saborear o que vi ontem à noite em uma sala de cinema no subúrbio do Rio.

Michael era soberbamente genial. Um mestre da música pop e sofisticadamente inteligente. Líder, maduro e sério. Longe da figura caricata desenhada pelos meios midiáticos. Assombrosamente afinado, contando com músicos de primeiro naipe e muito, muito perfeccionista. “This Is It” não explora com pieguismo as últimas horas do ídolo afro-americano, mas grita pro mundo, em som estéreo, que ele era maior do que todas as acusações que recebeu, ele era um gênio.

Sua música, desde os anos 70, sugeria para este ensaio uma dose cavalar de samples e pre-gravações, recurso comumente utilizando por artistas de excelência do pop como Madonna e George Michael. Jackson tinha no palco músicos impressionantes e um som de arrepiar que fez cada pessoa no cinema ficar atenta aos mesmos detalhes que Michael enfatizava.

Sua figura embora parecesse compenetrada, não demonstrava qualquer sinal de cansaço ou mesmo um vento de que ele estaria passando por sérios problemas de saúde. Magro, sempre foi. Branco, não, mas continuava. A voz, impecável, embora menos potente, mas nem eu e nem você que (não) cantamos, aos 50, não teremos as mesmas vozes. Portanto, isso é um detalhe fisiológico.

As músicas escolhidas para os 50 “cultos” em Londres são hits que emocionariam e fariam dançar as milhares de pessoas que testemunhariam o retorno do Rei do Pop. De Beat It até Thriller, dos clássicos do Jackson 5 até as grandes músicas do “Dangerous”; Michael preparou surpresas que no universo pop, jamais se viu.

É óbvio que um espírito de porco irá sob a pena do escriba, dizer que o documentário é “oportunista”. Longe disso. Justifica-se plenamente tal lançamento, já que o prejuízo com a morte de Michael ultrapassou os 100 milhões de dólares. Os detalhes da produção ficam muito nítidos para aqueles que tem curiosidade sobre o que acontece behind the scenes e a alegria e a emoção dos músicos, bailarinos, coreográfos e diretores que o acompanham passa longe da falsidade ou do  oportunismo. Pelo contrário. Efusivos, transpiram talento, recebem talento e se desdobram para que em longos minutos possam tocar na veste do Rei.

Michael deixou um legado inesgotável de doçura e pasmem, de bom comportamento no palco. Embora sensual, jamais apelou para o sexismo ou  fez dele discurso de sedução. Pelo contrário, seus temas ecologicamente panfletários leva o expectador a raros momentos de reflexão e quando, música faz pensar, faz agir.

Portanto, fica minha dica para que nas próximas duas semanas você possa encontrar convites disponíveis para assistir o que seria um dos maiores espetáculos da Terra e acabou sendo a despedida de um rei de súditos fiéis e outros nem tanto.

28 28UTC Outubro 28UTC 2009

Um pouco sobre Neal Morse

O músico americano acaba de lançar com seu projeto Transatlantic (capa abaixo), o álbum Whirlwind. Neal Morse, foi durante anos guitarrista da banda de prog Spock’s Beard e após sua conversão, dedicou-se a carreira solo e ao próprio Transatlantic, com o baterista do Dream Theater, Mike Portnoy. Morse é um músico de muita eficiência e sentimento. Isso pode ser comprovado no dvd Sola Scriptura and Beyond. Em um show de quase 4 horas (!), o músico se expressa com sua banda em show gravado na Holanda (!!) de forma bastante carismática e com uma técnica apuradíssima. Morse já não é mais um garoto, mas suas composições soam autênticas e sem referências explícitas.

O disco Sola Scriptura – que gerou o dvd – já é um “show” à parte. A quantidade de informação musical deixa quem ouve boquiaberto. Particularmente gosto de artistas que não são rasos em suas propostas. Além de composições impressionantes, as letras que discorrem sobre a Reforma Protestante, através de uma das teses desenvolvidas por Martinho Lutero e pregado (literalmente) nas portas da Igreja Católica no século XVI. Não é um tema que pode ser abordado de qualquer maneira e Morse capricha na estética sonora.

1253770098045_f

Não é por isso que a música do multi-instrumentista é melhor do que de outras. Pura bobagem achar que música boa é a que trata de assuntos profundos e/ou sofisticados, mas diferente de outras bandas “metidas á besta” que gostam de tratar de temas elaborados e acabam sendo superficiais nas abordagens. Enfim, cada um da sua visão de acontecimentos e fatos.

Real mesmo é a qualidade de Neal Morse tanto como cantor, tecladista e guitarrista. Não sei se o artista veio alguma vez ao Brasil, mas se não, lamentável. Sua postura de palco e sua entrega ás canções emocionam e cativam. Fui um dos que ao assistir o imenso show do DVD, me senti plenamente seduzido pelo entendimento musical que o artista tem de sua obra e pelo fascínio e simplicidade com que sua devoção espiritual (no palco) se dá.

… Sem contar que é um roqueiro!

Dos melhores e poucos são, os músicos que dominam tão bem dois instrumentos dificílimos, á saber, guitarra e teclado. Juntamente com ele, Tony Macalpine, outro monstro, mais voltado para o fusion.

Se você não conhece o trabalho de Neal Morse, este quase cinquentão, que possui trabalhos de qualidade inspiradora, dê uma olhadinha por toda a internet e se impressione. Oxalá, todos os artistias que tivessem um encontro com o Cristianismo em suas vidas, fossem impulsionados a fazerem o melhor, em excelência, assim como Morse faz com suas canções.

27 27UTC Outubro 27UTC 2009

Coldplay no Brasil

Arquivado em: Notas e Pausas — Daniel Junior @ 21:40
Tags: ,

0,,23662858-FMM,00

Segundo o G1, o Coldplay estará no Brasil em duas apresentações, dia 28 de fevereiro no RJ (na Praça da Apoteose – odeio o lugar e a localização, mas tudo bem…) e dia 02 de março em SP (no estádio do Morumbi – será que ele não fechará para reformas, visando a Copa?). As apresentações fazem parte da turnê do disco Viva La Vida.

Esse disco em específico já deve ter entrado para história da música mundial, porque só ele, sofreu três processos de plágio, um deles por um sr. chamado Joe Satriani. De fato, este “acontecimento”, chamou a atenção do mundo para o disco, que não, não teve a mesma repercussão dos anteriores. Não é um disco muito fácil… é menos pop que todo o trabalho concebido pela banda inglesa na última década. Mesmo assim, é mais relevante que muito material produzido em todo mundo.

Fica a expectativa de um grande show (eu nunca fui á um show do Coldplay) e espero estar lá para fazer uma espécie de cobertura de aniversário do Aliterasom, que em fevereiro faz um ano. Esquentando os tamborins ou melhor, que rufam os tambores.

26 26UTC Outubro 26UTC 2009

Novo do Bon Jovi – The Circle

Arquivado em: Notas e Pausas — Daniel Junior @ 19:19
Tags: ,

the-circle

A banda de Jon liberou a capa de seu “novo” disco. Coloquei entre aspas porque é difícil imaginar a banda de Tico Torres fazer algo diferente do que fez nos últimos 20 anos. Impressões à parte, sim, eu fico com um pé atrás com o Bon Jovi e acho que este pode ser um disco que define algumas coisas na carreira longinqua do quinteto. Obviamente, que eles depois de zilhões de discos vendidos, vários hits em primeiro lugar, o artista se dá ao luxo de fazer o que apenas quer. Redundante? Talvez. Desde o início quem cria, precisa de liberdade para tal, mas sabemos, como funciona a indústria. De qualquer forma o Aliterasom não pode ficar atrás e divulga para os fãs (e não-fãs), a capa de The Circle.

Confira as faixas de “The Circle”:

1. We Weren’t Born To Follow
2. When We Were Beautiful
3. Work For The Working Man
4. Superman Tonight
5. Bullet
6. Thorn In My Side
7. Live Before You Die
8. Broken Promiseland
9. Love’s The Only Rule
10. Fast Cars
11. Happy Now
12. Learn To Love

24 24UTC Outubro 24UTC 2009

Sonic Boom 2009 – Kiss (Review)

Arquivado em: Sexta Básica — Daniel Junior @ 0:35
Tags: ,

kiss_sonicboom

Depois de mais de 1 mês ouvindo e desmistificando tudo que foi dito a respeito do disco a conclusão em que cheguei é simples: Sonic Boom é um bom disco. Não, ele não é um novo Rock N Roll Over (1976) e nem é o novo Creatures of The Night (1982). Ele é o Sonic Boom, de personalidade própria mas que traz um Kiss tão diferente dos últimos anos (e põe anos nisso), que tardiamente podemos dizer que este é um disco novo do novo Kiss.

1 – Modern Day Delilah

A faixa cantada por Paul Stanley (e primeiro single lançado) numa primeira audição, parece querer nos convencer de que este a melhor faixa do disco. Não, não é. É uma boa canção de Stanley, com seu cartão postal preferido: agudo desesperado (e afinado), daquelas canções muito parecidas com o espírito do falecido Psycho Circus (1998). Nota 7

2 – Russian Roulette

Aqui, o Deus do Trovão faz aquelas canções muito típicas das canções que ele escreveu nos anos 90 e, talvez por isso, seu amigo Ace Junkie Frehley tenha dito acertadamente, que este disco não tem nada de anos 70 ( Simmons espalhou aos quatro ventos, que este era o melhor disco do Kiss em muitos anos e Paul disse que a “mágica setentista” estava de volta) e sim de 80. Ok. Se esta não é uma nova Domino (graças á Deus), também não é a nova Unholly (uma das últimas grandes canções de Gene em parceria com Vincent Cusano, ou Vinnie Vincent se preferir). Nota 6,5

3 – Never Enough

A partir desta canção, realmente pegamos o carro do tempo. Sim, ela tem um feeling de great song. O que impressiona no Paul é a vitalidade e uma vontade de não se repetir (embora, aqui e ali, existam elementos que digam: essa música é do Paul!). Mais do que em outros discos lançados por toda a década de 90, este disco tem a pegada hard mais escancarada. Sim, você tem razão. Os farofeiros irão adorar! Brincadeiras á parte, este som, é quase retrô, pois muito dos arranjos e estéticas aqui utilizadas, já haviam sido exploradas á esmo, lá em 92, 93. Nota 7

4 – Yes I Know (Nobody’s Perfect)

Gene acertou a mão. Esta música caberia perfeitamente em Love Gun (1977). Seu baixo rockabilly e sua levada melódica tem a cara das grandes músicas que Gene fez no passado. Esta parceria com Stanley tem tudo a ver com o Kiss. A linha de baixo, o acompanhamento de guitarra, os vocais. E Gene, tal qual Paul, continua cantando bem, com personalidade. Aliás, ele por si só já é emblemático, portanto, no alto dos seus 60 anos, não precisa imitar ninguém. Gosto muito desta canção. Lembra muito as canções que Peter cantou no Kiss. Ouça por si mesmo e veja se ela não lembra bastante Nothing To Lose. Nota 9

5 – Stand

Eu tenho certeza que Gene pediu para dividir os vocais com Paul, na canção do guitarrista. Por um motivo muito simples: essa música é muito legal. Tudo nela é muito alegre e é a típica música de arena, que levanta público. Com seu arranjo mega pop: estribilho, clima e refrão. Sem contar os vocais caprichadíssimos dos dois. O clima é de God Gave Rock and Roll To You II. Tudo muito acertado. Solo no local certo. Há um desejo em toda a canção para que ela se torne um hino. Está na cara. Nota 9,5

6 - Hot And Cold

Tem uma coisa bastante curiosa neste disco: a bateria de Singer não tem muito peso. Tem uma típica levada de rock puro. Destaque absoluto para a timbragem de baixo e sua linha (será que foi o Gene que fez mesmo). É uma música genesimoniana. Simples. Nota 5,5

7 – All For The Glory

A música é de Paul Stanley e os vocais originais de Eric Singer. É a primeira música originalmente composta pela atual formação que conta com o dono das baquetas do Kiss no vocal. Excelente canção. Tudo se encaixa. Curioso em ouvi-la ao vivo. Uma excelente introdução. Aqui está uma boa lição de como se fazer uma excelente música com muita autenticidade. O Kiss sempre teve esta marca, seus integrantes sempre cantaram muito bem. Na formação original, tanto Pete e Ace tinham muito carisma no vocal. E por falar em Ace, nesta faixa existe um solo psicografado por Thayer, com o espírito de Paul Daniel Frehley… Nota 8

8 – Danger Us

Um grande som de guitarra se espalha por este disco. Fora o belo refrão. Temos novamente o espírito de Ace nas inserções de guitarra. Mais uma vez chamo a atenção para a mixagem do disco, que parece trazer o som de bateria mais próximo aos instrumentos. Isso é muito típico de discos gravados quase “ao vivo”. Boa canção. Nota 7

9 – Im An Animal

Gosto destes riffs matadores e meio black, no melhor sentido da palavra. Aquele jeito “demoníaco” de Gene fazer as canções tem a cara dele. Lógico que aqui me refiro ao personagem. As notas graves são lindas e sim, essa é uma típica música do evil Gene. Podem ter certeza será ponto alto nas apresentações ao vivo. Excelente canção. Nota 9

10 – When Lightning Strikes

Eu gostei mais da voz do Thayer do que da canção. Não que ela seja ruim. Longe disso, mas é apenas mais uma canção. Ele tem uma boa pegada, mas eu me empolguei mesmo é com a excelente voz de Thayer (que novamente invoca o espírito de Frehley nos solos completamente inspirados no Spaceman), porque a canção é muito reduzida. Entenda. É uma boa música mas preguiçosamente construída. Nota 7

11 – Say Yeah

Paul fecha com chave de ouro o disco, com sua voz ainda impecável; este senhor prestes a completar 58 anos ainda dá as cartas de homem-show no Kiss. A composição é da trinca Simmons-Stanley-Singer. Isso é muito bacana. Porque as composições no Kiss sempre foram ponto de discórdia, que o digam Peter e o várias vezes citados Ace. Nota 7

Você fã de Kiss é bom que curta bastante este disco, porque se a banda levou 11 anos para fazer um novo disco de inéditas, acho improvável (pela história da banda e pelo comportamento da mesma na última década) que ela lance outro material tão cedo, que não seja o que já fez em outras ocasiões: coletâneas e mais coletâneas

Assista um pequeníssimo faixa a faixa com Paul Stanley e Tommy Thayer

Parte I

Parte II

E o single Modern Day Delilah em um programa de tv americano, uma espécie de Programa do Jô

Tão perfeito que parece playback

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.