O músico americano acaba de lançar com seu projeto Transatlantic (capa abaixo), o álbum Whirlwind. Neal Morse, foi durante anos guitarrista da banda de prog Spock’s Beard e após sua conversão, dedicou-se a carreira solo e ao próprio Transatlantic, com o baterista do Dream Theater, Mike Portnoy. Morse é um músico de muita eficiência e sentimento. Isso pode ser comprovado no dvd Sola Scriptura and Beyond. Em um show de quase 4 horas (!), o músico se expressa com sua banda em show gravado na Holanda (!!) de forma bastante carismática e com uma técnica apuradíssima. Morse já não é mais um garoto, mas suas composições soam autênticas e sem referências explícitas.
O disco Sola Scriptura – que gerou o dvd – já é um “show” à parte. A quantidade de informação musical deixa quem ouve boquiaberto. Particularmente gosto de artistas que não são rasos em suas propostas. Além de composições impressionantes, as letras que discorrem sobre a Reforma Protestante, através de uma das teses desenvolvidas por Martinho Lutero e pregado (literalmente) nas portas da Igreja Católica no século XVI. Não é um tema que pode ser abordado de qualquer maneira e Morse capricha na estética sonora.

Não é por isso que a música do multi-instrumentista é melhor do que de outras. Pura bobagem achar que música boa é a que trata de assuntos profundos e/ou sofisticados, mas diferente de outras bandas “metidas á besta” que gostam de tratar de temas elaborados e acabam sendo superficiais nas abordagens. Enfim, cada um da sua visão de acontecimentos e fatos.
Real mesmo é a qualidade de Neal Morse tanto como cantor, tecladista e guitarrista. Não sei se o artista veio alguma vez ao Brasil, mas se não, lamentável. Sua postura de palco e sua entrega ás canções emocionam e cativam. Fui um dos que ao assistir o imenso show do DVD, me senti plenamente seduzido pelo entendimento musical que o artista tem de sua obra e pelo fascínio e simplicidade com que sua devoção espiritual (no palco) se dá.
… Sem contar que é um roqueiro!
Dos melhores e poucos são, os músicos que dominam tão bem dois instrumentos dificílimos, á saber, guitarra e teclado. Juntamente com ele, Tony Macalpine, outro monstro, mais voltado para o fusion.
Se você não conhece o trabalho de Neal Morse, este quase cinquentão, que possui trabalhos de qualidade inspiradora, dê uma olhadinha por toda a internet e se impressione. Oxalá, todos os artistias que tivessem um encontro com o Cristianismo em suas vidas, fossem impulsionados a fazerem o melhor, em excelência, assim como Morse faz com suas canções.
Parece que o tempo não passou para o
Achar um talento apreciável e decente no meio gospel é como achar agulha num palheiro. Em boa parte são sub-produtos dos sub-produtos dos sub-produtos do que existe de pior lá fora. E lá fora pode ser qualquer lugar.
