Aliterasom

16 16UTC Setembro 16UTC 2009

Living Colour – The Chair in The Doorway (resenha)

Arquivado em: Música — brunopatton @ 23:21
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LIVING COLOUR – The Chair In The Doorway (2009)

Confesso que pensei que seria fácil. Mas não é. Definitivamente.

Quando se tem a missão de resenhar algo de um artista que você gosta em particular, sempre parece um presente que cai em suas mãos, pronto para ser devorado em segundos.

E eu gosto muito desse quartero afro. O Living Colour é uma banda que sobrevive ainda, mesmo sem ter aquela tietagem tão comum nas bandas remanescentes das décadas de 80/90. Vide o Red Hot Chili Peppers ou o Faith No More.

Igualmente tão criativos quanto os colegas acima citados, o Living Colour sempre me pareceu uma banda com mais tesão em estar “On Stage”, do que propriamente pela libido comercial de estar vendendo discos ou abocanhando alguma fatia do mainstream. E quem acompanhou os últimos shows da banda no Brasil em 2007, sabe o que eu estou falando.

Mas vamos ao que interessa: The Chair In The Doorway

Longe de ser “o melhor disco da banda“, como vi alguns colegas excalamando à torto e direito, aqui está uma das maiores características do grupo: A busca pela originalidade.

Quando digo “busca”, digo a tentativa em si. Nem sempre se pode chegar ao que se quer, mas o Living Colour prima pela assiduidade.

E com isso nos vemos diante de uma mistura total de elementos. O Hard Rock que a banda sempre primou em se guiar, com fórmulas eletrônicas, beats, reggae e etc…

Com um pouco de exagero, The Chair In The Doorway lembra NIN (“The chair“), Alice In Chains (“Decadence“) e até o próprio Living Colour (“Out of mind“). É um disco sem pé nem cabeça, mas que ainda assim, soa harmonioso.

O primeiro single desse disco, “Behind the sun“, mostra o Living Colour tradicional, e se torna uma das melhores faixas do álbum – junto com “Hard Times“. Que ainda traz a maluqueteBless Those“, que muitos fãs já conheciam – pois ela está no DVD On stage At World Cafe - vem agora com Corey Glover no vocal principal.

Mas uma das grandes surpresas do disco é “Method“. Com um início à la Incubus, a faixa vai evoluindo com a boa interpretação de Corey e remete aos bons momentos de Stain (1993).

E toda essa mistura, lógico, não é fácil de ser definida. E muito menos avaliada. Como não gosto de comparar discos, seria não-criterioso da minha parte, se eu tentasse fazer balança entre The Chair in The Doorway e os seus antecessores.

Mas se The Chair in The Doorway é muito melhor do que Colleidoscope (2003), como alguns fãs vem dizendo, ele também não pode ser colocado entre à trilogia Vivid – Time’s Up – Stain, não mesmo. Cada disco tem a sua fase e a sua proposta. E pela proposta, até que o disco se sai muito bem, obrigado.

Já tem gente falando em disco do ano. Vamos com calma galera, é apenas mais um disco do Living Colour. E  isso já é o suficiente!

Bruno Eduardo

21 21UTC Agosto 21UTC 2009

Living Colour em Outubro!

Arquivado em: Notas e Pausas — brunopatton @ 22:35
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Já estão confirmados 3 shows do Living Colour no Brasil em Outubro. Para quem testemunhou as apresentações antológicas desse quarteto há dois anos atrás, sabe que cada centavo vale.

A banda que estava sem lançar trabalhos inéditos desde 2003, chega ao Brasil já divulgando “THE CHAIR IN THE DOORWAY”, que será lançado em setembro. As faixas do disco, já estão confirmadas: “Burned Bridges” – “The Chair” – “DecaDance” – “Young Man” – “Method” – “Behind The Sun” – “Bless Those” – “Hard Times” – “Taught Me” – “Out Of Mind” – “Not Tomorrow”.

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The Chair in The DoorwaySetembro 2009

O Living Colour veio pela primeira vez ao Brasil em 1992, no extinto Hollywood Rock. Na época divulgando o excelente “Time’s Up”, eles saíram consagrados como um dos melhores shows já ocorridos no país até então.

Depois disso, a banda veio ao país para mais duas turnês. E chega esse ano para uma série de 3 shows. Altamente Recomendado!

Living Colour no Brasil
Belo Horizonte (09/10 – Music Hall)
São Paulo (15/10 – Via Funchal)
Rio de Janeiro (16/10 – Circo Voador)

Bruno Eduardo

14 14UTC Julho 14UTC 2009

No dia mundial do Rock, um presentinho do Aliterasom

coraceboEu sei, aos 45 minutos do segundo tempo, mas eu não poderia deixar passar. Hoje é o Dia Mundial do Rock! É, eu sei. Parece não haver clima para comemoração, mas façamos então assim: durante a semana você pega aquele cdzinho (ou disco se preferir) que tá guardado faz tempo e que você não houve porque não curte mais ou até mesmo pela falta de tempo que todos nós somos assolados. Tira um dia ou dois para matar a saudade. Vai dizer que você nunca curtiu um Black Sabbath, Metallica…? De repente estes exemplos são muito radicais!!!  :)

Um Guns n Roses, um Skid Row você deve ter curtido!? Então, vai lá, pega a bolacha ou o cd e homenageie sua saudade. Eu sei, estão maltratando o rock. Tentando transformar o monstro numa adocicada e democrática mistura de sons! Tudo bem, quem sou eu para querer dizer isso ou aquilo, afinal de contas, a criatividade é a mola mestra da arte, mas, parecem que certas coisas são intocáveis!

São 13 faixas em homenagem ao dia 13 de Julho.

Vamos deixar de blá blá blá, porque se você não tem mais aquele vinil ou seu cd de rock para curtir (vendeu né?), o tio Aliterasom fez um coletânea (comentada) daquilo que ele escuta, escutou e escutará sempre: as melhores de sempre. Vamos lá:

Faixa 1 – A Rite Of Passage (Dream Theater) – Essa música da banda presepeira e adorada, Dream Theater, tem um dos melhores interlúdios que eu já ouvi. Um fraseado de guitarra lindo, pesado, inspirador. Escuto quase que diariamente.

Faixa 2 – Load (Metallica) – Sim, eu também não gosto deste disco, mas então por que incluíl-a na Coletânea Aliterasom – Dia Mundial do Rock. Por um motivo simples: porque esta música é do cacete! Eu considero o James Hetfield a melhor guitarra base do rock há muito tempo. Sem contar sua voz poderosa, sua sensibilidade para “pesar” e “aliviar” quando necessário. Mate a saudade!

Faixa 3 – Afraid To Shoot Strangers (Iron Maiden) – Quem gosta de rock e não gosta de Iron Maiden ou é ruim da cabeça ou doente do pé! :) Esta canção faz parte do último grande disco da banda inglesa, uma das responsáveis pela proliferação do heavy metal pelo mundo todo. Escolhi uma canção não óbvia e diferente na estética “iron maiden” de fazer música.

Faixa 4 – Cast No Shadow (Oasis) – Ih, também não curte?! Sempre acusados como plagiadores dos Beatles, para mim, a banda britânica é mais do que uma homenageadora da melhor banda de todos os tempos, é uma banda que tem excelentes discos e ótimas cancões. Particularmente gosto mais do Noel cantando do que o irmão, Liam. Minhas canções favoritas trazem o guitarrista do Oasis nos vocais. E nesta coletânea resolvi fazer o contrário… porque lá estão os backings de Noel…

Faixa 5 – The Killing Road (Megadeth) – O Youthnasia está entre os discos que mais escutei na vida. E esta canção, em particular, possui um riff lindo e matador. A paletada abafada dá o efeito “pizzicato” na guitarra, coisa bonita que só os bons sabem fazer, tempo e hora de usar um recurso lindo da técnica de guitarra. Não sei se o Megadeth chegará um dia ao status do Metallica, mas que possui músicos de categoria, isso não tenho dúvidas… Virou meu ringtone.

Faixa 6 – The Unforgettable Fire (U2) – Um grande problema de quando a gente envelhece é uma tendência a achar que tudo que era produzido antigamente é que era melhor… Eu acho que na maioria das vezes isso não se aplica a absolutamente nada e tem um lado emocional fortíssimo, mas deixe-me fazer uma exceção: não acho que o U2 fará canções como esta novamente. A canção é linda e é de uma época em que Bono Vox era mais vocalista do que ativista pacífico. Ok, acho que ele faz um grande trabalho como cidadão do mundo (muito mais que eu), mas sinto falta do Bono músico e autor de canções como esta.. Sim, até hoje não engoli o disco novo No Line On The Horizon

Faixa 7 – Falling In Beetween (Toto) – Sou suspeitíssimo para falar do Toro (sim é assim a pronúncia em inglês). Era uma banda redondinha, com suas canções fantásticas. Ano passado encerrou suas atividades e deixou um imenso vazio na combalida cena do rock mundial. Esta é do último disco de inéditas, com mesmo título.

Faixa 8 – No More Tear (Ozzy Osbourne) – Canção matadora de um dos grandes discos do Prince Of Darkness. O clip, na época, estourou e traz um Ozzy longe da aposentadoria e com muito fôlego. Aliás, este disco todo é bom e tem grandes clássicos  como Mama I’m Coming Home, Hellraiser (do Motorhead) e Mr. Tinkertrain. Musicão… que baixo!

Faixa 9 – Cult Of Personality (Living Colour) – De longe, os melhores negões do rock. Um peso absurdo na guitarra, músicos entrosadíssimos, um vocalista que parece fora do ambiente (ele tem swing pacas para um vocalista de rock), mas que contribui para riqueza do Living Colour. Esta é a primeira música do Vivid. Um disco que está por aí em ótimas liquidações. Vale a pena ter o original.

Faixa 10 – Love Thing (Joe Satriani) – Ah rapazes e moças. Essa música é para chorar. No bom sentido e vamos lá, qual banda de rock não tem sua baladinha? Neste caso, é uma baladaça… O cinquentão Satriani, sabe aliar como poucos, a destreza e a habilidade com a sensibilidade, sem que pareça um piloto de F1 tocando guitarra… Bateria retinha, quadrada, baixo e um acompanhamento para pedir um vinho, dar um beijo e chamar para dançar juntinho… Momento “love thing” no Aliterasom…

Faixa 11 – Color Me Blind (Extreme) – E por falar em balada, o Extreme que sempre foi conhecido por More Than Words – must da década de 90 – tinha músicas MARAVILHOSAS e esta especialmente é de outro cd aqui de casa que é furado, III Sides To Every Story. Nuno Bittencourt é um dos grandes das seis linhas. Injustiçadamente desconhecido, mas um grande músico. O Extreme lançou o grandioso Saudades do Rock, que não teve qualquer tipo de repercussão. Uma pena!

Faixa 12 – Naked In Front of  The Computer (Faith No More) – Uma das minhas bandas preferidas… aqui num momento nada óbvio. Esse canção é do disco Album of The Year, último disco de inéditas do quinteto. A banda voltou a se apresentar na Europa e minha esperança é de que ela passe aqui pelo Brasil, de preferência no Rio de Janeiro. Este disco (Album of The Year) não é tão bom quanto os anteriores, mas ainda mostra a vitalidade e a força da banda. Tanto é verdade, que eles incluíram várias músicas deste cd no setlist da volta.

Faixa 13 – Entrelinhas (Contraplonge) – Não sei se vocês repararam, mas eu não coloquei nenhuma banda nacional. É meu “protesto” com relação ao atual momento do rock brasileiro. Como já falei disso em outros posts, prefiro exaltar a postura de quem mantem-se nobre. Contra todas as dificuldades. Contraplonge é a banda do meu amigo Guga Brandao, que junto com seus outros amigos, fizeram um disco excepcional e que pouca gente conhece “Mise en Scene”. Essa é a minha canção preferida do disco. Pela melodia, pelo violão, pelos versos… É o meu momento… E por isso resolvi incluí-la na coletânea Aliterasom – Dia Mundial do Rock, para que vocês conheçam e curtam “um pouquinho” de Contraplonge.

Ufa!!! Para baixar a Coletânea Aliterasom – Dia Mundial do Rock, clique aqui.

“Mas entre as notas e as pausas na canção, já bate um coração” – Entrelinhas

21 21UTC Junho 21UTC 2009

Living Colour com disco novo – em Setembro

Arquivado em: Notas e Pausas — Daniel Junior @ 18:35
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livingcolourLiving Colour, para mim, é uma das melhores bandas americanas surgidas no final dos anos 80. Com músicos competentes e com discos que mereciam melhor atenção, LC não lança um disco de inéditas desde 2003, o último foi o Caleidoscope, que teve pouquíssima repercussão. Vale citar, que realmente, o disco fica devendo aos excelentes Vivid ( 1988 ) e Time’s  Up ( 1990 ), mas como já venho dizendo há algum tempo: quem lançou excelentes discos nos últimos anos?

The Chair in The Doorway, nome do novo título, segundo Vernon Reid, guitarrista, é “o melhor disco que a banda ainda não havia feito”. É sempre bom salientar que, o artista autor da obra, tem todo o direito de achar que sua criação é a melhor feita. Já o público…

De qualquer forma é ótimo ter o LC de volta com disco novo. Meanwhile, vejamos um clipesinho dos “negões”, Cult of Personality

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