Aliterasom

22 22UTC Outubro 22UTC 2009

Flash Forward – Um novo Lost?

Arquivado em: Quinta Série — Daniel Junior @ 21:45
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Demetri e Mark em Flash Forward

Já respondo logo… Nem passa perto. Com toda a campanha de marketing da ABC, com a força dos produtores, com um roteiro interessante (embora cover), não, Flash Forward passa bem longe de Lost.

Por que?

Porque nenhum filho se aproximará do pai. Nem nas qualidades e nem nos defeitos. Flash Forward tem uma idéia interessante, mas que tem um ritmo ainda modorrento. Se alguns “fãs” de Lost desistiram da série na 2ª temporada, pela já famosa “ausência de respostas”, o que diremos após três episódios (eu estou um cadinho atrasado por causa dos meus primos) que não instingam.

Para dizer a verdade, as produções americanas, tanto no cinema, como nas séries, estão deixando muito á desejar… Mas isso é assunto para outro post.

Em Flash Forward, o agente Mark Benford, interpretado pelo insípido Joseph Fiennes, é atribulado pelo alcoolismo e pela crise no casamento. Acompanhado do seu parceiro Demetri (John Cho), vai em busca de pistas para prender uma potencial terrorista ou coisa parecida. Em meio a perseguição, acontece o Flash Forward. Toda a população mundial para onde está (causando incidentes, mortes e tragédias no planeta) por 2:17 minutos e vê seu futuro num salto de 6 meses.

Interessante. Interessantíssimo. Só que o ritmo da série (pelo menos até o terceiro episódio) não acompanha o mistério. A audiência registrada até aqui é boa… Também, vamos combinar, os “concorrentes” não são tão qualificados: Bones e The Vampire Diaries. A primeira + uma série policial, comunzona. E a segunda, leia meu primeiro review para o Loukos Por Seriados… ele já diz tudo. Mesmo assim, ela registra apenas a sexta maior audiência em seu dia de exibição, com pouco menos de 8 milhões de expectadores.

Obviamente, que, um prognóstico definitivo acerca da série é temeroso. Tanto para o bem, como para o mal… Mesmo assim, já existem aficcionados aqui no Brasil.  A comunidade “oficial” já possui 50 mil afficionados.

Acredito que a presença dos losties Sonya Walger (interpretando a Dra. Olivia, esposa de Mark) e Dominic Monaghan (nosso querido Charlie) possam contribuir com qualidade para o elenco, que se não é fraco, carece de personalidade. É muito fácil perceber que os atores estão procurando o tom de cada personagem. Por isso que sempre digo que Friends, Lost, House (cada uma em seu estilo) são séries fantásticas pois os casts acharam a famosa química, fundamental para desenvolver carisma entre elenco e público.

Estou dando uma chance… Acho que a empatia vai rolar.

Aqui, abaixo, um promo oficial:

Aqui no Brasil a série estréia em 2010 no Canal AXN. Quer baixar sua série favorita (inclusive Flash Forward), acesse  Series News, faça seu cadastro e entre para a primeira Rede Social + Downloads da internet.

6 06UTC Março 06UTC 2009

Quinta Série – Lost

Arquivado em: Quinta Série — Daniel Junior @ 2:02
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Acho quase impossível você, querido leitor, não ter ouvido falar sobre Lost. A série americana, que atualmente está em sua quinta temporada, estrapolou todos os quesitos de bom gosto, até quando errou. Não é pretensão minha explicar a série, mas acho que o básico (mesmo que você já tenha ouvido falar) eu devo dizer.

Um acidente aéreo. Sobreviventes caem numa ilha diferente de tudo que você já viu na vida. Lá tem uma fumaça negra que mata, ursos polares, um homem que não envelhece e um dos maiores vilões da tv, Benjamin Linnus, interpretado pelo ator Michael Emerson. A partir da “chegada” destes à ilha, uma infinidade (e isso não é uma força de expressão) de situações impressionantes servirão de cenário para talvez, a maior série de todos os tempos.

Lost não é mais uma série. Atualmente nos EUA passam mais de 80 séries e dezenas de outras são produzidas a cada ano, enquanto outras se despedem. Lost é cinema. Desenvolveu uma linguagem própria (tarefa dificílima na área de entretenimento), influenciou (Lost está para séries, assim como Matrix está para o cinema) gerou uma catarse ao redor do mundo: fãs clubes ensandecidos (no orkut existe uma comunidade com quase 250.000 membros), fóruns em vários idiomas, estudos sobre as teorias, dezenas de sites especializados, revistas, livros e toda a buginganga que uma febre pode customizar.

Agora, se você pensa que o formato do show é daqueles tipo Carro Comando (antiga série dos anos 70), onde a trama se resolve em um episódio, no máximo dois, esqueça. Até hoje, no episódio 8 da quinta temporada, intitulado de LaFleur (quem vir, entenderá porque), estamos aguardando respostas à dúvidas plantadas em nossas pobres mentes lá na primeira temporada. É preciso ser paciente, mas eu posso garantir, que esta espera é compensada com uma produção competente, um roteiro enigmático mas amarrado,  excelentes (eu disse, EXCELENTES) atuações, direção, fotografia…

A terceira temporada foi a mais fraca. Existiam alguns equívocos, tentativas que fracassaram, como a introdução da personagem do bom ator Rodrigo Santoro, que entrou, saiu e ninguém viu. Como aqueles programas que começam, terminam e ninguém sente falta. Mas, digo-lhes, que não foi a performance do ator, a responsável por seu fracasso precoce e sim, um erro de estratégia.

E sempre comento com amigos, que a TV brasileira, embora aberta ESCANCARADAMENTE (veja o SBT  e a Record) para os enlatados, carece de produções de igual quilate. Não vou ficar pagando pau para gringo – até porque eles não precisam – mas o nível de roteiristas brasileiros para este tipo de entretenimento aqui no Brasil é nulo. A Rede Globo de Televisão investe em roteiros para comédia (leia-se Faça a Sua História, A Grande Família, A Diarista, Toma Lá da Cá, Sob Nova Direção…) que é o formato sitcom, mas há muito tempo, não temos uma série voltada para tramas complexas, com personagens intrigantes e que instiguem a audência a aguardar ansiosamente pelo próximo episódio.

Eu sei. Principalmente no ramo de miniséries, a Globo capricha, mas não é deste tipo que estou falando. Eu mesmo, acompanhei avidamente A Casa das Sete Mulheres, Os Maias. Eu digo, uma série regular, que fuja do script cultural tupiniquim: o figurão malandro e mulherengo que se envolve em enrascadas (quase posso ouvir a voz do locutor global dizendo isso) ou mesmo, como as coisas acontecem no morro, nas comunidades mais carentes, sempre com uma visão politicamente correta e transformando alguns absurdos em motivo de piada no dia seguinte. As boas tentativas, ficam pelo caminho, era o caso de Mulher (Eva Wilma e Patricia Pillar) ou A Justiceira (Mallu Mader) ou até mesmo, Os Aspones (com roteiro soberbo e inteligente e grande elenco).

Deixando o comentário cri-cri de lado, eu indico com DUZENTAS estrelas, Lost. Uma série que já foi capa da SuperInteressante, matéria da Veja e da Época e que modificou a forma de se ver televisão, elevando o nível das produções americanas (que já é bem alto) para o padrão ômega, seja lá o que isso significar… ;0

E para aqueles que insistem em dizer que o público brasileiro não compra este tipo de produto, dá uma passadinha nas lojas de depto. da sua cidade (Americanas, Casa e Vídeo, Saraiva ,para citar algumas) ou mesmo, visite sites de downloads e veja como existe um mundo que muita gente já conhece e outros poucos, desconhecem.

Lost, no começo (no meio e no quase fim, a série vai até a sexta temporada) você ficará um pouco perdido… mas nunca tentar se achar se tornou tão divertido.

Site Oficial

Abaixo, com a ajuda do Youtube, uma prévia da primeira a terceira temporada em 8 minutos e 15 segundos!!!

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